Ainda garota, enquanto admirava o poder de luta e coragem daquelas mulheres, não me identificava com sua aparência assexuada ou masculinizada, escondendo as mais poderosas armas, só nossas, incomparáveis e cuidadosamente oferecidas pelas mãos femininas da natureza.
Mas, ontem, lavei minha alma. Bastou apenas um filme alegre, sutil, quase surreal, para abrir espaço para uma mulher, feminina, atraente e bem resolvida, que aproveitou, vejam só, ainda na década de 70, com sabedoria e inteligência, a oportunidade de ser inteira, sem perder o charme, sem descer do salto e com os cabelos divinamente no lugar. Agarrou a oportunidade com sutileza, fez diferença e, com a magia da mulher mãe e amiga, que conforta e acarinha, seduziu sua família, seus eleitores e deixou viver todos os que estavam ao seu lado.
Com a palavra o seu filho e a amante do seu marido.

