sábado, 26 de junho de 2010

“Cartas para Julieta” rompem a fronteira virtual do século XXI


O que mais me fascinou neste filme foi o enredo: A inspiração do amor verdadeiro, puro e único de Julieta de Romeu e de Shakespeare, que transcende a ficção e chega ao século XXI em confidências, em sua maioria, do próprio punho, driblando a nave rápida e impessoal dos internautas (apenas 10%), respondidas por voluntários de Verona, até hoje.
Uma estória linda, em cenário bucólico de paisagens campestres e cidades medievais, que resistem ao tempo e trazem de volta, a delícia do amor verdadeiro e imortal.
Eu não apenas assistiria, mas viveria de novo para “vivê-la” ou “não vivê-la” como aconteceu com as duas protagonistas da estória!
Adorei!

imagem: cena do filme (internet)

Apartheid à brasileira


De um lado, reúnem-se os concursados e funcionários da máquina do governo, contemplados pela farra dos concursos públicos e pela indicação de políticos que estabelecem salários, reajustes e gratificações monumentais, em causa própria.
Do outro lado, se arrastam os analfabetos, semi-analfabetos, alfabetizados “pela metade” e aposentados que, heroicamente, sobrevivem com salários cada vez minguados e insuficientes. E, ainda, alguns poucos escolarizados que enfrentam um mercado de trabalho cada vez mais exigente e especializado.
Lados que se distanciam pela submissão da grande maioria diante da exploração e corrupção daqueles que respondem pelos projetos de educação e políticas públicas que visam a construção de um país de cidadãos livres para sonhar, escolher e enfrentar o futuro com dignidade.
Lá pelos anos 80 do século XX, não tão longe, mas suficiente para a transformação de um velho novo mundo, acreditei que o nosso chão era mais fértil e o nosso futuro estaria garantido com o alvorecer de uma nova era, mais igualitária e patriota.
Mas tudo igual, ou pior, pela ganância daqueles que são possuídos pela fúria do poder e a cegueira de suas reais obrigações como administradores eleitos e pagos regiamente pelo esforço suado de uma maioria crédula e ingênua.
Desejo boa sorte a minha terra que tanto amo e a todos os seus descendentes neste “novo alvorecer” do século XXI. A esperança, (porque é ainda “verde”) dizem, é a última que amadurece e morre!

imagem: internet (travelandtrips.wordpress.com)

sábado, 19 de junho de 2010

Senhor, misericórdia!


Em vésperas de eleições a cantilena invade os meios de comunicação.
Promessas daqui e dali não respeitam a verdade e os cidadãos. A fantasia surreal entre o que dizem, prometem e o que está por aí, confundem os inocentes, perpetua a ignorância, incentiva a impunidade e nos deixa estupefatos diante de sua inflexível aceitação.
Ó Pai, tem piedade de nós!

imagem: fonte internet (br.olhares.com)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

TIA SUANY


Em 7 de junho ela se foi...
Uma atmosfera, leve e suave, acompanhou o seu cortejo e um jardim, alegre e transitório, cobriu o cinzento das lápides em sua volta. Eram dezenas de flores, de todas as cores e formatos: Coroas, buquês e corações para uma rainha, sempre generosa e amiga, na alegria e na tristeza.
Dizia que já estava “no lucro” e saboreava a vida por inteiro a cada dia, sem horários rígidos e com a liberdade de uma colegial em férias, na porta dos 87 anos.
Era feliz, muito feliz. A “matriarca” da família. Uma referência de alegria, inteligência e simplicidade.
Transitava entre todos e tudo com maestria e reverenciava os seus queridos mortos.
Adorava os filhos e os netos e por eles daria a sua vida.
Administrava sua casa com entusiasmo e trazia sempre os jarros com flores, e foi, assim, até o último dia.
Não perdia um evento, um aniversário, um bingo ou um almoço entre amigas. Adorava teatro e cinema. Lia muito: em inglês, francês e espanhol, madrugadas a fio.
Era gentil e vaidosa: sempre de cabelos feitos e unhas pintadas. Adorava um lencinho no pescoço, mesmo antes de virar moda.
Lá ia ela, ligeirinha. Um olhar astuto, uma tirada bem humorada e aquela autenticidade encantadora que surpreendia e contagiava a todos.
E, ligeirinha, também se foi.
Lá vai ela ao encontro do seu companheiro de toda uma vida, deixando um rastro de saudades e a certeza de que amar, é possível!

Sou sua fã de carteirinha.
Uma lembrança fiel, alegre e inspiradora ela deixa comigo...

E uma saudade marota me fala, agora, bem baixinho:
“Moniquete, sou eu, Tia Suany!”