segunda-feira, 27 de abril de 2015

O inconsciente não dá trégua!

Estava cansada e o cansaço só me pedia cama!
... Entre sonhos e múltiplas viagens siderais acordei com dores por todo o corpo.
 Ainda sacudida por Morfeu, olhei o relógio na minha cabeceira e vi que havia deitado há quase 12 horas atrás.
- Um último passeio por Paris, dalí a pouco, foi interrompido: Um personagem se aproxima e me levanta... Sem piedade!
Sorri, para suavizar a difícil e, nada cômica, empreitada de colocar os meus pés, literalmente, no chão!
 - Coragem, Coragem...
- Andar é preciso!

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Ele e eu

Se eu choro ele me conforta
Se eu sonho ele me espera
Se eu me atraso ele me alcança
Se eu me entrego ele me abraça
Se eu me levanto ele me apoia
Se eu corro ele me pega
E por aí vai...
O tempo está em mim

E eu... Estou nele!



imagem: desenho virtual s/papel reciclado por Monique Humbert, série outono 2015

terça-feira, 7 de abril de 2015

Para além do horizonte...



Quando Criança corremos atrás da bola e a brincadeira não tem relógio.
Enquanto Jovem o nosso olhar vai mais além dos brinquedos da moda e as novas descobertas são degustadas com sofreguidão.... Os sonhos são movidos pelo tempero dos hormônios em festa e os egos vestem-se com as mais surpreendentes fantasias.

E... Lá  vamos Nós, enfeitados ou não, mas unanimemente envolvidos pela magia do impossível a todo o custo, neste emaranhado de incertezas de múltiplas possibilidades com ingredientes excessivamente materiais.

E o tempo não dá trégua. Tem muito fôlego para acompanhar o ritmo frenético de emoções descartáveis...
Corre em paralelo, acompanhando, passo a passo, o descompasso do calendário pessoal de nossas emoções tão fugazes.

Pouco a pouco lá vem Ela... A Idade do Meio.
Nesta fase o olhar está mais atento. 
O ontem acabou de acontecer e o horizonte fica mais perto. 
A vida real desabrocha e a consciência da maturidade inicia, verdadeiramente, o seu inexorável caminho.
Para uns, ainda com a sombra das ilusões e, para outros, com o brilho do dever cumprido, o desapego e a libertação do ser.

Um novo olhar se debruça mais livre e capaz de compreender a razão da nossa existência.
Uma oportunidade que se repete pela graça e misericórdia de Deus.

Oportunidades que se repetirão tantas e tantas vezes na matéria...  Até o nosso reencontro sublime e imortal com a natureza divina que está em nós.

Imagem: Além do horizonte - arte digital sobre papel, por Monique Humbert, série outono 2015. Direitos reservados.