Recentemente
assisti a dois filmes que mostram a agonia da mulher em sua transição pela conquista
da liberdade. Aquela mulher que levantou bandeira em busca de sua identidade.
Verdadeiras
heroínas e mártires. Refiro-me a Anna Karenina e a Thérèse D.
Seus nomes
encabeçam milhares e milhares de anônimas que desfrutam, hoje, o sabor dos
novos tempos.
Será que a
luta acabou? A música toca em sua alma e o diapasão precisa ser calibrado e
calibrado.
Enquanto
ganhamos independência para trabalhar e namorar livremente será que já encontramos
o ponto G da felicidade?
Uma pergunta
que faz eco e ainda ressoa como trovão diante da natureza feminina que se
revela múltipla diante dos seus inúmeros papéis.
Hoje,
desfruto em mim, sem queixas e pressões, ora sensível e dócil, ora guerreira e forte,
a múltipla e surpreendente metamorfose do meu ser.
Não quero
ser mais nem menos.
Apenas abro a
janela, respiro bem fundo e aspiro a minha condição adorável de ser,
simplesmente, mulher.
E a luta deve
continuar...
Deixo para
as mais jovens, a livre descoberta de sua passagem e agradeço, muito, a todas
as mulheres do passado o caminho que trilharam até aqui.
Imagem:
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