De um lado, este jeitinho destaca o mesmo preconceito e insiste em
fingir que todos nós temos os mesmos direitos.
Mas isto é uma distorção “clara”
(sem preconceito) e absurda.
Direito igual significa educação e oportunidades
iguais para todos: sem benesses e favorecimentos piegas.
Não! Não seremos
iguais enquanto não tivermos as mesmas oportunidades de escolha e saber, aquela
que nos é outorgada pela educação e pela conquista dos mesmos direitos de cidadão que
paga seus impostos e tem registro de nascimento.
Do outro, por que será que o Brasil lidera o ranking do trabalho
doméstico?
A resposta não é simplesmente cultural e atávica, está vinculada à
falta de oportunidades, a um sistema de educação que não favorece, sobretudo, o
ensino técnico e dê oportunidades iguais a todos os cidadãos.
Desejar
transforma o lar, já falido, em empresas, com todo tipo de benefícios é, no
mínimo, uma grande piada.
Para onde irão as mães das crianças cultivadas pelo “bolsa família” que
não terão o seu jeitinho de trabalhar e cuidar dos filhos por não possuírem o mínimo
de profissionalismo para arcarem com as responsabilidades inerentes à “nova”
profissão?
Qual será, então, o jeitinho da vez?
De um jeito ou do outro... Continuaremos a fingir que os problemas “estão”
assim resolvidos, e o povo, embevecido, pontuará com nota máxima os seus articuladores!
Enquanto isto... Os viadutos se enchem de hóspedes ao anoitecer. E,
por todas as esquinas a “pedra branca” põe o seu ponto final.
Triste torpor de um povo que ainda acredita que Deus é brasileiro.
imagem: internet