IMAGEM: SANTO SUDÁRIO - INTERNET
Parece um ritual de chegada e recomeço! Uma forma de compartilhar e homenagear a vida à beira dos sessenta. De forma natural, espontânea, sob o impulso das emoções e dos sentimentos. Sem hora marcada. Livre para saborear o tempo. ....E ......... AGORA, já com o brilho dourado dos sessenta! Seja bem-vindo!
IMAGEM: SANTO SUDÁRIO - INTERNET
São inúmeros os progressos da medicina na tentativa de domar as doenças. Fico maravilhada com a capacidade humana em decifrar códigos, inventar o fax, a internet, e "voar"! O avião, já veterano, me enfeitiça pela capacidade de servir. No entanto este lado inventivo é arma poderosa e cruel diante do instinto avassalador e perverso da criatura humana. 

A esta altura da vida, falar ficou mais fácil; escrever: mais ou menos; encontrar a coerência entre falar, sentir e agir: é um desejo e um grande desafio. Mas não é uma sentença! Aprendi a não ter pressa. Quando penso em algo que não fiz ou experimentei, me vem logo uma fórmula (esta sim é mágica!): Tenho a eternidade! Já vivi mais, já ri muito mais (até de mim e muitas vezes!) e já chorei mais. Isto não significa que a fórmula seja tão simples assim: viver mais, chorar mais e sorrir, mais ainda. Se assim fosse, não haveria tristeza para quem ri à toa, nem para o poeta enamorado. A felicidade não vem enlatada. É o caminho. É o reencontro de nossa imagem com a nossa essência. E, as perdas, ah.... as perdas, elas são muitas, e muitas vezes uma nova descoberta, e quem sabe, um novo encontro! Minha querida amiga, não tenha medo. Dance com a vida e seja feliz!
Imagem de Santa Bárbara: internet
Maria brincava com ele ...
Maria olha nos olhos ... Alguns pais e noivos gastam muito, muiiito mesmo, outros nem tanto e, ainda outros, o que tem e o que não tem, para celebrarem o ritual do casamento, apenas pelo encantamento de um só dia!
O acesso à intimidade é
admitido e custa caro, muito caro, para registrar todos os passos, caras e bocas (peço desculpas pelo exagero) do ritual da Noiva, à luz de lentes invasoras, mas deliciosamente permitidas!
Os convidados, aos montes, e muitos, aceitam os convites, sem mesmo reconhecerem os protagonistas, porque a festa será MARAVILHOSA e lá poderão fazer muitos contatos promissores!
Luzes, muitas luzes; flores muitas flores; brilho, muito brilho, para registrar um momento de fantasia e glamour que será degustado no primeiro ato e, quem sabe, algumas vezes no álbum de família, já desgastado pelo tempo!
Em tempos de uniões descartáveis, em que o flash invade todos os lugares e momentos, eis uma nova versão para o filme: CENAS DE UM CASAMENTO!
Imagem: internet


Dois encontros recentes: Um, em tempo real e outro, cinematográfico. Duas histórias diferentes. Dois cenários diferentes. O que existe em comum entre “A coragem ingênua e quase surreal de uma mulher em busca do seu sonho e o gesto altruísta de uma mãe que adota um jovem e aceita o desafio de transformá-lo em um jogador de futebol americano? Dois gestos com substância real, inspiradores e vitoriosos que atraem milhões de fãs e espectadores. Dois gestos quase fantasiosos diante de um mundo real cada vez mais egoísta e desumano, capazes de despertar a essência do bem e fazer acreditar que Amar é possível!

Gradativamente vasos, muitos vasos de cerâmica, com formato similar e com desenhos e cores diferentes, foram cobrindo todo o palco. Em primeiro plano, duas bailarinas atuavam na ponta dos pés ao som de Mozart, interpretado ao piano por Deborah Colker. Ao final, todo o chão, como num labirinto, estava tomado.
Termina o terceiro ato. Inicia-se o quarto e último: Corredores estreitos estavam demarcados, por onde os bailarinos se alternariam em movimentos precisos e harmoniosos.
Mais adiante, lá do teto, desce uma chuva de cabos, muito finos, com prendedores na extremidade, em direção aos vasos. Subitamente e, ao mesmo tempo, todos os vasos foram suspensos, até o nível da cabeça dos bailarinos, num movimento ascendente e contrário àquele dos que dançavam no chão. Uma imagem visual inesquecível que transformava o cenário num QUADRO ÚNICO EM MOVIMENTO.
Parabéns à Cia. de Dança Deborah Colker.
Imagem: internet

A madrugada já ia alta. Levantei para beber água. Lembrei-me do homem solitário deslizando sobre as águas. Não podia ser um CAIAQUE! Como poderia se equilibrar?
Deveria ser uma prancha ou algo diferente que mais tarde o meu surfista predileto, das antigas, me confirmou: Pode ser um Paddle Surf!
Logo cedo, depois de uma luta quase insana para não correr e corrigir, DE IMEDIATO, o texto - Depois do “recesso” um mar de saudade - consegui DO'MAR BEATRIX:
..." Relaxa, Beatrix , amanhã.... paddle, pedal, paddle surf, amanhã... pedal surf...." e ...
BEATRIX adormeceu novamente.
IMAGEM E RESUMO: Internet, Blog Fotografia Online.“RESUMO: A graciosidade com que este senhor de cerca de 50 anos flutuou em cima de uma prancha, em pé, sobre as ondas, foi fenomenal. Foi uma aula de verdadeiro equilíbrio”.
Seguia pela Avenida Oceânica. O sol intenso brilhava nas águas calmas do verão mais sufocante que já experimentei. De repente, avistei um homem deslizando sobre as ondas, suavemente. Exclamei: Uma jangada! Puro engano. Ao me aproximar, identifico um caiaque, azul, da cor do céu e do mar. Uma miragem que me levou até as jangadas da minha infância e adolescência, trazendo com elas o cheiro do sargaço, a brisa do mar e o aceno de paz das suas velas brancas.
Imagem: Aldemir Martins, marinha com jangada e sol vermelhoFonte : internet
Quando criança imaginava que o século XXI estaria ainda distante e quando lá chegássemos viveríamos a realidade de um mundo novo ao sabor dos “Jetsons”.
Agora, já transpondo a primeira década do novo milênio, estamos diante de uma realidade virtualmente fantástica: O homem faz amigos sem mesmo se darem as mãos, cria seu Avatar, constrói cenários e vive estórias para lá de ideais e bizarras. Um mundo paralelo e superlativo que não consegue banir o efeito estufa e a ciranda das epidemias; a guerra e a fome, os "tsunamis" políticos, religiosos e econômicos. Para onde vamos?
Imagem: Internet - Chaplin no filme Tempos Modernos

Acordei com a sensação das últimas emoções vivenciadas em sonho. Depois do café, corri ao dicionário virtual (quase no mesmo ritmo frenético das últimas sensações) e procurei decifrá-los à luz da minha ignorância. Era um cenário real: Fui fazer exame de sangue em dois lugares diferentes, sempre com muito sangue; encontrei uma amiga (exímia economista amadora do mundo real). Assistimos a um assalto. Ela fugiu de moto e eu fiquei para trás e corri... Corri muito, muuuuuito e então outros cenários e emoções vieram interligadas como em um seriado bem ao gosto da AXN ou Universal: Algumas pontes bem visíveis do nosso cotidiano e outras com os mistérios que só o inconsciente decifra.
Imagem: internet
Muitas referências da minha infância e adolescência não existem mais. Residências que refletiam a história da arquitetura urbana em nossa cidade. Sei que é um assunto complexo, sobretudo para um país que não valoriza a sua memória e a especulação imobiliária é a moeda da vez. Hoje, pela manhã, em direção ao Rio Vermelho, mais um exemplar não estava lá! Agonizava, silenciosamente, há algum tempo: Acompanhei o seu sofrimento gradual, lento, até seu total desaparecimento.

Ia fazer umas comprinhas no supermercado. Estacionei o carro. Já era noite. Um rapaz me pede um café. Já no caixa me lembrei de sua fisionomia: Tinha fome. Separei um biscoito e uma coca e coloquei num saquinho. Enquanto empurrava o carro de compras, o meu olhar fixou-se no garoto, pardo, alto e muito magro, sentado ali no chão, com a cabeça entre as pernas. Ao me aproximar, levantou a cabeça, e eu lhe entrego o saquinho. Sorriu um sorriso largo e simpático. Segui adiante. De repente ressurge a passos largos. Pede licença para me ajudar e aconselha a entrar pelo lado do carona porque não havia espaço para abrir a porta do meu lado. Não trazia o lanche. Havia deixado no mesmo local. Naquele instante o alimento ficou em segundo plano.
Imagem: internet

O Sonho
Sonhe com aquilo que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades
que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passaram por suas vidas.
Clarice Lispector
Imagem: internet



