Hoje, no despertar dos anos dourados, olho para o alto e para baixo, para frente e para trás, de um lado para outro, para dentro, lá dentro, e não estou sozinha.Aprendi a ouvir uma voz silenciosa que me acalma nas turbulências (mesmo com um empurrãozinho) e me embala na brisa suave do anoitecer.
Lembro-me como se fosse ainda ontem, lá pelos 18, talvez, de um poema que fiz e nunca esqueci...
“Fitas vermelhas, coloridas, crescem ao vento...
Laços se dão, envolvem a mim e me levam daqui.
Só estou, não sei, mas vou...
Laços se abrem, saem de mim, envolvem um outro e levam daqui,
Só está, vai por aí...”
Agora, no despertar dos anos dourados, as fitas ainda estão lá: coloridas, vermelhas, azuis, amarelas, verdes, de todas as cores. Algumas desbotadas, outras meio surradas e ainda algumas bem novinhas... Elas me abraçam e se afastam. Se afastam e voltam, ora rodopiam comigo, me enfeitam, e às vezes tentam me enlaçar: Uma dança com ritmo, embora suave, pela delicadeza de um parceiro que ora me carrega, solta, e me faz muito carinho...
imagem: internet
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