sábado, 26 de junho de 2010

Apartheid à brasileira


De um lado, reúnem-se os concursados e funcionários da máquina do governo, contemplados pela farra dos concursos públicos e pela indicação de políticos que estabelecem salários, reajustes e gratificações monumentais, em causa própria.
Do outro lado, se arrastam os analfabetos, semi-analfabetos, alfabetizados “pela metade” e aposentados que, heroicamente, sobrevivem com salários cada vez minguados e insuficientes. E, ainda, alguns poucos escolarizados que enfrentam um mercado de trabalho cada vez mais exigente e especializado.
Lados que se distanciam pela submissão da grande maioria diante da exploração e corrupção daqueles que respondem pelos projetos de educação e políticas públicas que visam a construção de um país de cidadãos livres para sonhar, escolher e enfrentar o futuro com dignidade.
Lá pelos anos 80 do século XX, não tão longe, mas suficiente para a transformação de um velho novo mundo, acreditei que o nosso chão era mais fértil e o nosso futuro estaria garantido com o alvorecer de uma nova era, mais igualitária e patriota.
Mas tudo igual, ou pior, pela ganância daqueles que são possuídos pela fúria do poder e a cegueira de suas reais obrigações como administradores eleitos e pagos regiamente pelo esforço suado de uma maioria crédula e ingênua.
Desejo boa sorte a minha terra que tanto amo e a todos os seus descendentes neste “novo alvorecer” do século XXI. A esperança, (porque é ainda “verde”) dizem, é a última que amadurece e morre!

imagem: internet (travelandtrips.wordpress.com)

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