Apenas sessenta anos de vida: O suficiente para ver como a especulação imobiliária, inescrupulosa e sedenta, vocifera a todo vapor nos últimos anos e não respeita a qualidade de vida das pessoas nem reflete os interesses básicos e democráticos do seu povo!
As leis que deveriam ser feitas para o bem estar de todos nós, pagadores de altos impostos, continuam à mercê de legisladores, políticos e empresários gananciosos, iguais àqueles que, ao longo da história já publicada, perpetuam a extorsão, o desrespeito e a vigência da impunidade continuada, como objetivo maior de suas investiduras.
Os logradouros com infraestrutura já estabelecida para receber determinado fluxo e número de domicílios, vem suas áreas remanescentes objeto do interesse de alguns, em prejuízo de uma comunidade inteira, a exemplo da Barra, Morro do Escravo Miguel, Morro Ipiranga, Vitória, ufa... e, por aí vai... Paralela...As últimas encostas e restingas de mata, nossa pausa para respirar, em todos os sentidos, estão sendo arrancadas para dar lugar a uma cortina de cimento que vai fazer desaparecer a tão abençoada brisa do mar, que já embalou nossos verões de ano inteiro a 24º e agora destrói o movimento gingado das curvas e ondulações de uma cidade, sedutora, gentil e acolhedora.
Suas presas avançam, também, em direção à Cidade Baixa e, se pudessem, esganariam os seus antepassados por tamanha falta de visão!
A resposta é a de sempre, o pensamento é o de sempre e a extorsão é cada vez mais superlativa! - O que difere é a sua dimensão, hoje, anunciada: O muito é pouco!
E, na memória ultrajada, ficará apenas o resquício de uma cidade outrora verde, colorida, aprazível e iluminada, que as novas gerações dificilmente poderão entender, perceber, ou mesmo avaliar, o quanto lhe foi sonegado!
Por que tão cruel vaticínio, tamanha repetição?
Será que a catástrofe da Serra é, ainda, POUCO!
imagem: internet

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