Daqui, dali e acolá...
Admirei a criatividade ímpar das escolas de samba;
Vi com alegria as ruas do Rio se encherem de alegres fanfarras e blocos democráticos;
Vi os ensaios corajosos de alguns para trazerem de volta a alegria da Praça, enquanto a Av. Sete também agoniza...
Engoli, com dificuldade, o abuso dos discursos vazios e sem graça, lá de cima do trio;
E a alegria mal disfarçada de caras e bocas, instantâneas, sorridentes e dançantes, ao serem flagradas pela lente da TV.
Vibrei com a louca e admirável resistência da Mudança do Garcia;
Aplaudi o cenário multicultural que não se rende ao império da indústria do Carnaval em Recife e Olinda;
E fui nocauteada pela profusão de outdoors na telinha, nos trios e nas sacadas, anunciando que o território é só de quem paga.
... Enquanto isto,
Lá da outra janela,
As imagens que não dão ibope e não merecem destaque:
As ruas tomadas de lixo;
As calçadas adjacentes ao circuito disputadas pelos ambulantes que não dormem e amanhecem acampados em barracas improvisadas ou ao relento;
A farra pré-fabricada, os seus camarotes regiamente plantados nos passeios e corredores da festa, salvo conduto para os abadás;
E os raros e honrosos espasmos de fantasia, onde o povo, livre ou sem grana, pedia passagem.Imagem, internet:

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