... Deixei por um instante, o cheirinho de lavanda que me envolve para olhar, pelo buraco da fechadura, o tempo lá fora.
O clarão quase me ofusca e trouxe-me de volta ao campo minado do medo, da impunidade e da inconsciência.
Falta de consciência, sim! ... bem embrulhada com lações de crueldade e cegueira, em nome do verde e amarelo, em céu de uma única estrela!
... E quem sou eu para sentir tamanha repulsa e vergonha?
... Apenas um grão que se fortalece pelo amor a Deus, a mim e ao próximo.
... Que não se rende à volúpia do ter e do poder a qualquer custo.
Quero ser livre para voar e voar... Sei que as minhas asas são frágeis...
Mas já me fazem sentir o horizonte de um voo sem volta, crescente e libertador, onde a noite é luz pelo encantamento verdadeiro de todas as estrelas.

Muito Bom.
ResponderExcluirNaza.