O vento sopra o silêncio abafado da madrugada e a chuva desliza preguiçosamente pela janela...Lá fora a névoa mascara o colorido das casas e dos sonhos...
Um pierot equilibrista sobe a ladeira murmurando um canto de saudade. Lá adiante sua imagem desaparece nas cinzas...
Da janela acompanho os seus passos e me entrego às lágrimas do seu canto interrompido.
É quarta-feira!
Adeus Carnaval dos meus sonhos!
Este é o meu grito de saudade.
Triste e inócuo diante do poder da indústria do Carnaval da Bahia, onde desfila a falsa alegria atrás de igual e desafinada sinfonia.
Vejam os corredores da festa, palco invisível para os holofotes midiáticos, onde o povo, sedento, não tem direito a qualquer fantasia.
Oh triste palhaço!
- As imagens estão censuradas.
Imagem: Internet
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