domingo, 19 de agosto de 2012

UM DIVÃ PARA DOIS


Se não fosse pela interpretação do casal o filme não teria, para mim, o mesmo sabor.
Traz um enredo suave, leve, bem humorado e quase entediante, talvez voluntário, para um tema que, no mínimo, eu esperava mais.
Como seria essa conversa em que e a presença do sexo é a mola propulsora para uma relação duradoura?
Como responderão os hormônios já cansados, estimulados artificialmente, diante de novas possibilidades de prazer que só a maturidade é capaz de revelar?
E não só na maturidade... 
- O que dirão os jovens que encontram na vida uma infinidade de estímulos, além do sexo, que lhes dão prazer e felicidade?
Mas em tempos em que novos padrões são fabricados a cada segundo, em tempo real, o sexo continua a ser o mesmo objeto de desejo, literalmente, para todas as idades.
Exigir do sexo, unicamente, a responsabilidade pela aproximação e intimidade do casal não será muito?
- Conheço casais jovens, no auge dos hormônios em festa, que se encontram na magia do amor e da cumplicidade: Estes, sim, serão amigos para sempre, sem hipocrisia e com liberdade.
- Conheço casais maduros em que o tempo e a dureza do cotidiano lhes aproximaram sem deixar espaço para nenhum recreio fantasioso: Uma união pela renúncia e aceitação, um aprendizado para além desta vida.
- Conheço casais de todas as idades que se espelham diante de um perfil midiático para se ajustarem e se acharem “normais”.
E, assim, abre-se um grande leque de inúmeras possibilidades, recheando as nossas cabeças de dúvidas, frustrações, encontros e desencontros: Um cardápio colorido e vasto para qualquer divã ....
...para ser degustado diante da telinha do cinema ou ao vivo e em cores, bem aqui, em nosso roteiro muito pessoal, abraçadinho ou só e até bem mal acompanhado.
Imagem: Internet

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