Traz um enredo suave, leve, bem humorado e quase entediante,
talvez voluntário, para um tema que, no mínimo, eu esperava mais.
Como seria essa conversa em que e a presença do sexo é a mola
propulsora para uma relação duradoura?
Como responderão os hormônios já cansados, estimulados
artificialmente, diante de novas possibilidades de prazer que só a maturidade é
capaz de revelar?
E não só na maturidade...
- O que dirão os jovens que
encontram na vida uma infinidade de estímulos, além do sexo, que lhes
dão prazer e felicidade?
Mas em tempos em que novos padrões são fabricados a cada segundo, em tempo real, o sexo continua a ser o mesmo objeto de desejo, literalmente,
para todas as idades.
Exigir do sexo, unicamente, a responsabilidade pela aproximação
e intimidade do casal não será muito?
- Conheço casais jovens, no auge dos hormônios em festa, que
se encontram na magia do amor e da cumplicidade: Estes, sim, serão amigos para
sempre, sem hipocrisia e com liberdade.
- Conheço casais maduros em que o tempo e a dureza do
cotidiano lhes aproximaram sem deixar espaço para nenhum recreio fantasioso: Uma
união pela renúncia e aceitação, um aprendizado para além desta vida.
- Conheço casais de todas as idades que se espelham diante de
um perfil midiático para se ajustarem e se acharem “normais”.
E, assim, abre-se um grande leque de inúmeras possibilidades,
recheando as nossas cabeças de dúvidas, frustrações, encontros e desencontros: Um
cardápio colorido e vasto para qualquer divã ....
...para ser degustado diante da
telinha do cinema ou ao vivo e em cores, bem aqui, em nosso roteiro muito pessoal, abraçadinho ou só e até bem mal acompanhado.

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