Dias antes do Natal ela me apareceu.
Veio lentamente
com a garganta arranhando.
Pouco a pouco
o meu corpo foi dominado pelo cansaço.
Febre e
tosse lhe fizeram companhia.
Renderam-me
e, sem delongas, me prenderam à cama.
A minha
comunicação com os amigos foi exclusivamente mental.
Implorei e
desejei muito, até me ver presentada com uma trégua para a Ceia de Natal e um breve alô na minha querida rainha mainha de
101 anos!
A pausa
obrigatória me fez pensar no tempo e na preciosidade de cada minuto.
Estar vivo é
saborear lentamente cada segundo, longe da avidez dos sonhos e dos ritmos da
moda porque as notas são
minhas e a partitura está em branco.
Estou livre
para descobrir ou inventar e, até mesmo ousar, um bom mergulho nas
profundezas mais superficiais de cada instante, sem o atropelo da correria e do
arrebatamento sem entrega.
Como foi boa
esta parada, que interrompeu a pressa e me devolveu o compasso mágico da minha real natureza.
Feliz Ano
Novo!
...Que Ele venha
no mesmo compasso, suave e belo, de uma linda coreografia,
ao som da imensidão de todos os instantes, minutos e segundos de uma nova e deliciosa canção.
Você é está convidado!
imagem: internet
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