quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Parada obrigatória!

Dias antes do Natal ela me apareceu.
Veio lentamente com a garganta arranhando.
Pouco a pouco o meu corpo foi dominado pelo cansaço.
Febre e tosse lhe fizeram companhia.
Renderam-me e, sem delongas, me prenderam à cama.
A minha comunicação com os amigos foi exclusivamente mental.
Não lhe escutei pelo telefone e nem fui até você pela internet.
Implorei e desejei muito, até me ver presentada com uma trégua para a Ceia de Natal e um breve alô na minha querida rainha mainha de 101 anos!
A pausa obrigatória me fez pensar no tempo e na preciosidade de cada minuto.
Estar vivo é saborear lentamente cada segundo, longe da avidez dos sonhos e dos ritmos da moda porque as notas são minhas e a partitura está em branco.
Estou livre para descobrir ou inventar e, até mesmo ousar, um bom mergulho nas profundezas mais superficiais de cada instante, sem o atropelo da correria e do arrebatamento sem entrega.
Como foi boa esta parada, que interrompeu a pressa e me devolveu o compasso mágico da minha real natureza.
Feliz Ano Novo!
...Que Ele venha no mesmo compasso, suave e belo, de uma linda coreografia, ao som da imensidão de todos os instantes, minutos e segundos de uma nova e deliciosa canção. 
Você é está convidado!

imagem: internet

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