quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

A voz do povo


Caro Senhor Prefeito
A nossa cidade é muito rica em inspirações. Sobretudo agora, quando se encontra no abandono, fazendo despertar em nossa alma, infinitas possibilidades de esperança!
Sou de Salvador e amo esta cidade. Ainda me lembro do sol que brilhava sem doer, daquela brisa gostosa que me acariciava a pele e livremente cortava a cidade do lado do Atlântico até a Baía de Todos os Santos.
Ainda me lembro dos seus lindos jardins que atraiam as pessoas, as borboletas e os passarinhos.
Sei que o sonho  é possível porque a árvore que plantei, ainda está lá, linda e bela, no Campo Grande, onde costumava brincar quando pequena. Naquele tempo, sim, em que a praça era de todos nós, sem diferença de classes e sem preconceitos.
e... agora, quando eu preciso caminhar, desfrutar de suas belas paisagens, estou impossibilitada pelos buracos e trombadinhas que fazem fila no meu caminho.
- Que tal um desconto no IPTU para aqueles que consertarem os seus passeios?
E para onde foi o verde de nossas encostas e jardins?
- Que tal incentivar o plantio de árvores nas calçadas e jardins. Fazer um estudo prévio de todos os bairros, verificar as mudas ideais para cada sítio e oferecê-las aos moradores para plantio, sobretudo aquelas que atraiam pássaros, borboletas e beija-flores.
A nossa identidade cultural está se apagando diante de uma descaracterização cruel de nossa história e contornos.
- Por que não resgatar, de fato, os nossos casarios centenários, antes que a especulação incentive a sua ruína e a demolição dê asas aos espigões assassinos?
- Que tal um programa de incentivo à restauração, em que se preserve a história e a arquitetura centenária, em consonância com as necessidades da vida moderna, similar ao das lindas cidades e vilas europeias, que guardam a sua história como um troféu e tanto nos encanta?
Salvador também é sentimento! Traz em suas entranhas a semente da arte e do belo.  Fórmula genuína de nossa identidade brasileira. Para onde ela foi? Onde ela está?  Precisamos deixá-la novamente aflorar livremente, livre dos interesses perversos e transitórios.
- Que tal requalificar as praças como um palco livre e soberano para práticas de capoeira; brincadeiras de criança (pintadas no chão); teatro e música; um espaço livre para exposição de arte popular, fazendo renascer o talento e a sensibilidade dos baianos, sobretudo nas comunidades mais carentes, como uma forma de reintegrá-las à sociedade e fomentar um comércio justo e rico em sua diversidade.
Sei que Sua Excelência vai às ruas para sentir de perto o nosso clamor.
Sem lamentações, e com muita esperança, estarei em todas as esquinas para recebê-lo e desejar-lhe BOA SORTE!
imagem: internet


    

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