terça-feira, 26 de março de 2013

Resiliência à brasileira: O jeitinho que invadiu a universidade e promove o lar como empresa doméstica.

De um lado, este jeitinho destaca o mesmo preconceito e insiste em fingir que todos nós temos os mesmos direitos.
Mas isto é uma distorção “clara” (sem preconceito) e absurda. 
Direito igual significa educação e oportunidades iguais para todos: sem benesses e favorecimentos piegas.
Não! Não seremos iguais enquanto não tivermos as mesmas oportunidades de escolha e saber, aquela que nos é outorgada pela educação e pela conquista dos mesmos direitos de cidadão que paga seus impostos e tem registro de nascimento.  

Do outro, por que será que o Brasil lidera o ranking do trabalho doméstico?
A resposta não é simplesmente cultural e atávica, está vinculada à falta de oportunidades, a um sistema de educação que não favorece, sobretudo, o ensino técnico e dê oportunidades iguais a todos os cidadãos.
Desejar transforma o lar, já falido, em empresas, com todo tipo de benefícios é, no mínimo, uma grande piada.
Para onde irão as mães das crianças cultivadas pelo “bolsa família” que não terão o seu jeitinho de trabalhar e cuidar dos filhos por não possuírem o mínimo de profissionalismo para arcarem com as responsabilidades inerentes à “nova” profissão?
Qual será, então, o jeitinho da vez?
De um jeito ou do outro... Continuaremos a fingir que os problemas “estão” assim resolvidos, e o povo, embevecido, pontuará com nota máxima os seus articuladores!
Enquanto isto... Os viadutos se enchem de hóspedes ao anoitecer. E, por todas as esquinas a “pedra branca” põe o seu ponto final.
Triste torpor de um povo que ainda acredita que Deus é brasileiro.

imagem: internet 

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