segunda-feira, 20 de maio de 2013

Rito de passagem...



Recentemente assisti a dois filmes que mostram a agonia da mulher em sua transição pela conquista da liberdade. Aquela mulher que levantou bandeira em busca de sua identidade.
Verdadeiras heroínas e mártires. Refiro-me a Anna Karenina e a Thérèse D.
Seus nomes encabeçam milhares e milhares de anônimas que desfrutam, hoje, o sabor dos novos tempos.
Será que a luta acabou? A música toca em sua alma e o diapasão precisa ser calibrado e calibrado.
Enquanto ganhamos independência para trabalhar e namorar livremente será que já encontramos o ponto G da felicidade?
Uma pergunta que faz eco e ainda ressoa como trovão diante da natureza feminina que se revela múltipla diante dos seus inúmeros papéis.
Hoje, desfruto em mim, sem queixas e pressões, ora sensível e dócil, ora guerreira e forte, a múltipla e surpreendente metamorfose do meu ser.
Não quero ser mais nem menos.
Apenas abro a janela, respiro bem fundo e aspiro a minha condição adorável de ser, simplesmente, mulher.
E a luta deve continuar...
Deixo para as mais jovens, a livre descoberta de sua passagem e agradeço, muito, a todas as mulheres do passado o caminho que trilharam até aqui.

Imagem: internet

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