sábado, 8 de junho de 2013

A metamorfose de um ser: Uma forma híbrida de máquina e homem pode estar a caminho e, em breve, seremos todos peças curiosas de um museu intergaláctico.

Nos últimos 60 anos as gerações, uma após a outra, levantaram as suas bandeiras e, de acordo com o ambiente em que nasceram foram contagiadas com os ingredientes de sua época. 
Vimos desfilar os “tradicionais” que lutaram e se defenderam do nazismo; os “baby-boomers” que acenaram a bandeira branca da paz; a geração X, que nasce com o advento da tecnologia da comunicação e a Y que vai deixando os mais velhos de queixo caído e cabeça sem pelo.
- E agora, José?  

No agora, está a geração Z que vai desfilando conectada a uma rede virtual de ”mundos” e indivíduos com uma, duas ou mais "existências" paralelas. Alguns se isolam e, até mesmo, se escondem ou, paradoxalmente, se revelam em suas “tatoos” na pele e, assim, vão... se distanciando de todos os jeitos e trejeitos do “obsoleto” corpo humanoide sem chip:
- Precisam estar sempre conectados a um mobile, o seu mais novo “órgão” que lhes mantêm, agora, “vivos” em seu corpo “transgênico”.

- E, como anda a nossa ALMA, aquela que tem habitado este velho e novo “ser”?  Será que está prestes a lhe dizer adeus?

Não me importa se o corpo é de máquina ou de carne. O que me mantém viva, neste invólucro transitório, é a minha evolução espiritual. E, silenciosamente, vou  me retirando, ousando dizer que tenho muito a agradecer a este corpo mutável do meu presente.  Através dele experimento o meu desenvolvimento estelar.
Os invólucros são passageiros. A minha mais recente descoberta, talvez, seja a certeza, só agora, consciente e consoladora, de que neste corpo mutável e transitório, eu sou apenas uma ALMA peregrina e aprendiz.


imagem: internet


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