Nos últimos
60 anos as gerações, uma após a outra, levantaram as suas bandeiras e, de
acordo com o ambiente em que nasceram foram contagiadas com os ingredientes de
sua época.

Vimos desfilar os “tradicionais” que lutaram e se defenderam do
nazismo; os “baby-boomers” que acenaram a bandeira branca da paz; a geração X,
que nasce com o advento da tecnologia da comunicação e a Y que vai deixando os
mais velhos de queixo caído e cabeça sem pelo.
- E agora,
José?
No agora, está
a geração Z que vai desfilando conectada a uma rede virtual de ”mundos” e indivíduos
com uma, duas ou mais "existências" paralelas. Alguns se isolam e, até mesmo, se
escondem ou, paradoxalmente, se revelam em suas “tatoos” na pele e, assim, vão...
se distanciando de todos os jeitos e trejeitos do “obsoleto” corpo humanoide sem
chip:
- Precisam
estar sempre conectados a um mobile,
o seu mais novo “órgão” que lhes mantêm, agora, “vivos” em seu corpo “transgênico”.
- E, como anda
a nossa ALMA, aquela que tem habitado este velho e novo “ser”? Será que
está prestes a lhe dizer adeus?
Não me
importa se o corpo é de máquina ou de carne. O que me mantém viva, neste invólucro
transitório, é a minha evolução espiritual.
E,
silenciosamente, vou me retirando, ousando dizer que tenho muito a agradecer a este
corpo mutável do meu presente. Através
dele experimento o meu desenvolvimento estelar.
Os invólucros
são passageiros. A minha mais recente descoberta, talvez, seja a certeza, só agora,
consciente e consoladora, de que neste corpo mutável e transitório, eu sou apenas
uma ALMA peregrina e aprendiz.
imagem: internet
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