terça-feira, 7 de abril de 2015

Para além do horizonte...



Quando Criança corremos atrás da bola e a brincadeira não tem relógio.
Enquanto Jovem o nosso olhar vai mais além dos brinquedos da moda e as novas descobertas são degustadas com sofreguidão.... Os sonhos são movidos pelo tempero dos hormônios em festa e os egos vestem-se com as mais surpreendentes fantasias.

E... Lá  vamos Nós, enfeitados ou não, mas unanimemente envolvidos pela magia do impossível a todo o custo, neste emaranhado de incertezas de múltiplas possibilidades com ingredientes excessivamente materiais.

E o tempo não dá trégua. Tem muito fôlego para acompanhar o ritmo frenético de emoções descartáveis...
Corre em paralelo, acompanhando, passo a passo, o descompasso do calendário pessoal de nossas emoções tão fugazes.

Pouco a pouco lá vem Ela... A Idade do Meio.
Nesta fase o olhar está mais atento. 
O ontem acabou de acontecer e o horizonte fica mais perto. 
A vida real desabrocha e a consciência da maturidade inicia, verdadeiramente, o seu inexorável caminho.
Para uns, ainda com a sombra das ilusões e, para outros, com o brilho do dever cumprido, o desapego e a libertação do ser.

Um novo olhar se debruça mais livre e capaz de compreender a razão da nossa existência.
Uma oportunidade que se repete pela graça e misericórdia de Deus.

Oportunidades que se repetirão tantas e tantas vezes na matéria...  Até o nosso reencontro sublime e imortal com a natureza divina que está em nós.

Imagem: Além do horizonte - arte digital sobre papel, por Monique Humbert, série outono 2015. Direitos reservados.

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