Quando Criança corremos atrás da bola e a
brincadeira não tem relógio.
Enquanto Jovem o nosso olhar vai mais além dos brinquedos da moda e as novas descobertas são degustadas com sofreguidão.... Os sonhos são movidos pelo tempero dos hormônios em
festa e os egos vestem-se com as mais surpreendentes fantasias.
E... Lá vamos Nós, enfeitados ou não, mas unanimemente envolvidos
pela magia do impossível a todo o custo, neste emaranhado de incertezas de
múltiplas possibilidades com ingredientes excessivamente materiais.
E o tempo não dá trégua. Tem muito fôlego para acompanhar o
ritmo frenético de emoções descartáveis...
Corre em paralelo, acompanhando,
passo a passo, o descompasso do calendário pessoal de nossas emoções tão
fugazes.
Pouco a pouco lá vem Ela... A Idade do Meio.
Nesta fase o olhar está mais atento.
O ontem acabou de acontecer e o horizonte
fica mais perto.
A vida real desabrocha e a consciência da maturidade inicia, verdadeiramente, o seu
inexorável caminho.
Para uns, ainda com a sombra das
ilusões e, para outros, com o brilho do dever cumprido, o desapego e a
libertação do ser.
Um novo olhar se debruça mais livre e capaz de
compreender a razão da nossa existência.
Uma oportunidade que se repete pela graça e
misericórdia de Deus.
Oportunidades que se
repetirão tantas e tantas vezes na matéria... Até o nosso reencontro sublime e imortal com a
natureza divina que está em nós.
Imagem: Além do horizonte - arte digital sobre papel, por Monique Humbert, série outono 2015. Direitos reservados.

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