
Em 7 de junho ela se foi...
Uma atmosfera, leve e suave, acompanhou o seu cortejo e um jardim, alegre e transitório, cobriu o cinzento das lápides em sua volta. Eram dezenas de flores, de todas as cores e formatos: Coroas, buquês e corações para uma rainha, sempre generosa e amiga, na alegria e na tristeza.
Dizia que já estava “no lucro” e saboreava a vida por inteiro a cada dia, sem horários rígidos e com a liberdade de uma colegial em férias, na porta dos 87 anos.
Era feliz, muito feliz. A “matriarca” da família. Uma referência de alegria, inteligência e simplicidade.
Transitava entre todos e tudo com maestria e reverenciava os seus queridos mortos.
Adorava os filhos e os netos e por eles daria a sua vida.
Administrava sua casa com entusiasmo e trazia sempre os jarros com flores, e foi, assim, até o último dia.
Não perdia um evento, um aniversário, um bingo ou um almoço entre amigas. Adorava teatro e cinema. Lia muito: em inglês, francês e espanhol, madrugadas a fio.
Era gentil e vaidosa: sempre de cabelos feitos e unhas pintadas. Adorava um lencinho no pescoço, mesmo antes de virar moda.
Lá ia ela, ligeirinha. Um olhar astuto, uma tirada bem humorada e aquela autenticidade encantadora que surpreendia e contagiava a todos.
E, ligeirinha, também se foi.
Lá vai ela ao encontro do seu companheiro de toda uma vida, deixando um rastro de saudades e a certeza de que amar, é possível!
Sou sua fã de carteirinha.
Uma lembrança fiel, alegre e inspiradora ela deixa comigo...
E uma saudade marota me fala, agora, bem baixinho:
“Moniquete, sou eu, Tia Suany!”
E eu lá sabia que vc escrevia tão bem, tão gostoso de ler, tão 'poeta' ? Parabéns, menina !!! Do fundo do coração. Verdade mesmo !
ResponderExcluirBj gde, com meu carinho,
Ni