Fui a trabalho. Não havia hotel próximo à Feira.Levaram-me para a Augusta.
Não aquela Augusta da minha infância e adolescência, chique e glamourosa que fazia a cabeça dos mais exigentes paulistanos. Embora antigo, o hotel lutava para manter vivo os últimos suspiros dos tempos gloriosos.
Saia cedo e voltava mais tarde, o suficiente para encontrar uma rua em ebulição, piscando em cores e cortada por inúmeras tribos de todas as caras. Do alto, Já instalada, me alcançava o ruído das buzinas, música, vozes e gritos incansáveis. Uma verdadeira Babel que não adormecia até às 5 da manhã.
Andei, andei, entre corredores de uma feira onde circulavam, freneticamente, compradores, profissionais, expositores e visitantes, ávidos para mostrar, comprar e descobrir o que há de mais novo na indústria moveleira do país. Fiquei feliz em ver uma produção de melhor padrão, designers brasileiros mais amadurecidos e uma multidão de copiadores comendo pelas beiradas.
Lá fora, ou melhor, das janelas do taxi, apenas os contornos de uma cidade que explode em movimento, se aborrece nos engarrafamentos e pede clemência nos temporais.
imagem: Internet
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