Ontem, ao entardecer, parei no sinal. Ao meu lado avistei um homem simples, pardo, aparentando cerca de quarenta anos. Empurrava um carrinho de bebê improvisado, com muito zelo. A seu lado seguia uma menina de uns seis anos com olhos grandes e expressivos. A cena inusitada me chamou atenção. Resolvi voltar para ir ao Banco e o carrinho estava novamente diante de mim. O pai se aproxima e me pede ajuda para comprar um remédio para o filho. Uma criança especial. Trazia uma receita para mostrar a data do pedido daquele dia. Pedi que aguardasse. Ao sair do Banco notei que ainda estava lá. Entreguei-lhe o dinheiro. Trocamos algumas palavras. Agradeceu e me desejou boa sorte. Pelo retrovisor, logo depois, vi que havia parado novamente. Com os dedos de uma mão arrumava os cabelos da criança e com a outra lhe dava água de uma garrafinha. Uma sacola de bebê estava pendurada no carrinho, com a estampa do Batman.
Aquele homem, com os filhos, certamente tem muitas histórias para contar. Senti um misto de admiração e tristeza. Sentimentos contraditórios e inspiradores que me fazem, diante desta imagem, aplaudi-lo de pé.
terça-feira, 2 de março de 2010
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