
Ia fazer umas comprinhas no supermercado. Estacionei o carro. Já era noite. Um rapaz me pede um café. Já no caixa me lembrei de sua fisionomia: Tinha fome. Separei um biscoito e uma coca e coloquei num saquinho. Enquanto empurrava o carro de compras, o meu olhar fixou-se no garoto, pardo, alto e muito magro, sentado ali no chão, com a cabeça entre as pernas. Ao me aproximar, levantou a cabeça, e eu lhe entrego o saquinho. Sorriu um sorriso largo e simpático. Segui adiante. De repente ressurge a passos largos. Pede licença para me ajudar e aconselha a entrar pelo lado do carona porque não havia espaço para abrir a porta do meu lado. Não trazia o lanche. Havia deixado no mesmo local. Naquele instante o alimento ficou em segundo plano.
Imagem: internet
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