
Encontrei minhas amigas há um bom tempo. “Minhas estrelinhas” na intimidade. Tudo começou quando, certa vez, dominada por algumas preocupações fui atraída na madrugada para a varanda suspensa do chalet, à beira do lago. Deitada na rede, ao sabor do vento, estava literalmente no ar. Abaixo, as águas escuras refletiam as nuvens em movimento e, logo adiante, a sombra da mata subia a encosta do morro. Foi o meu primeiro encontro com o universo. Os caminhos não só se abriram de forma surreal e mágica, como experimentei, naquele momento a intensidade do silêncio e o infinito do céu. Uma massa pesada e etérea, escura e fluorescente descia gradativamente em minha direção. Uma sensação forte e ao mesmo tempo suave de envolvimento e proteção. Senti que fazia parte de um todo maior. Quase assustador! De lá para cá, aquele lugar é um altar. Refúgio onde agradeço e recebo as bênçãos e a paz de Deus.
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